sábado, 4 de julho de 2026

Dádiva Celeste

 







Chego de mansinho,

sento-me... 
Diante do gigante azul, 
contemplo o mar sagrado.

Um azul maravilhoso 
invade meu ser por inteiro, 
ondas vêm, ondas vão, 
algumas vêm me beijar os pés.

De mansinho...
Eu as recebo, 
Retribuo 
Com meu olhar agradecido. 

Fico deslumbrada 
na minha solitude, 
eu e eles,
meus pensamentos infinitos, 
sem autopiedade, 
só pura louvação, 
coração cheio de coisas lindas, 
sem maldições, 
puras bênçãos vêm 
para mim devagarzinho.

Momento de enlevo e gratidão 
Ao Criador do Universo, 
do meu universo, 
do meu coração, 
do meu viver em uníssono.

Sou mansidão, emoção, 
Sinto paz na alma, 
ela me encontra e eu a encontro.

Levanto-me depois de um tempo, 
saio a caminhar a areia morninha, 
as águas estão geladas,
banham-me pernas ao caminhar.
Eu agradeço.

Vou até o final da rota 
com toda calma, 
vejo pessoas ao longe...

O céu azul está tão bonito, 
cinge meu coração de índigo.

Gratidão, sempre, meu Criador.



Por ora, minha espiritualidade vai sendo acendida ao passar pela Prainha e ver a imagem de São Pedro não submersa, a cada dia que  por lá vou.
Espero nunca ver uma imagem como a de abaixo...
Seria uma memória de cidade que um dia existiu e, por uma tragédia, não existe mais...
Em todo caso, é bom apreciar e agradecer por não ter por aqui, nada inundado ou soterrrado, pois é triste demais ver, nos noticiários, tragédias em cima de tragédias.


Participo da iniciativa da amiga Chica


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