sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Rainha do Mar


(Jan 26)

Não me sinto perdida.
é só que não sei donde termina o mar que levo dentro e, às vezes, me afogo.



Iemanjá não me deixa naufragar,

ninguém me pode modelar,

meu afeto é intenso.


Sua onda vem me lavar,

fico encharcada de amor,

ela chora juntinho de mim.

,

Sorri comigo nas alegrias,

guarda consigo meus segredos,

põe-me numa concha.


Renova minha energia

com o dom da cantoria,

vibração sonora de energia.


Tenho a força do mar,

não sou exagerada,

simplesmente sou do oceano.


Não tem como ser rasteira,

como marola no vaivém,

sou a profundidade do amém.


Não caibo no pequeno,

sou fluida como a água da praia,

meu coração cabe todos a amar.



2 comentários:

  1. Muito linda tua poesia e quase chegando o dia da Iemanjá! Que tenhamos a força dela e do mar!
    beijos, ótimo fds! chica

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  2. Querida Roselia,

    seu poema é um mergulho de alma. Há nele uma força suave, feminina e sagrada, como se o mar respirasse dentro das palavras. A presença de Iemanjá traz proteção, acolhimento e ancestralidade, enquanto a imagem da água traduz tão bem esse amor intenso, fluido e profundo que você carrega. É bonito ver como você transforma sensibilidade em potência, emoção em movimento, fé em poesia. Seu “oceano” não afoga ele cura, embala e ensina a amar maior.

    Beijinho
    Um lindo final de semana
    Fernanda

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