(Jan 26)
Não me sinto perdida.
é só que não sei donde termina o mar que levo dentro e, às vezes, me afogo.
Iemanjá não me deixa naufragar,
ninguém me pode modelar,
meu afeto é intenso.
Sua onda vem me lavar,
fico encharcada de amor,
ela chora juntinho de mim.
,
Sorri comigo nas alegrias,
guarda consigo meus segredos,
põe-me numa concha.
Renova minha energia
com o dom da cantoria,
vibração sonora de energia.
Tenho a força do mar,
não sou exagerada,
simplesmente sou do oceano.
Não tem como ser rasteira,
como marola no vaivém,
sou a profundidade do amém.
Não caibo no pequeno,
sou fluida como a água da praia,
meu coração cabe todos a amar.

Muito linda tua poesia e quase chegando o dia da Iemanjá! Que tenhamos a força dela e do mar!
ResponderExcluirbeijos, ótimo fds! chica
Querida Roselia,
ResponderExcluirseu poema é um mergulho de alma. Há nele uma força suave, feminina e sagrada, como se o mar respirasse dentro das palavras. A presença de Iemanjá traz proteção, acolhimento e ancestralidade, enquanto a imagem da água traduz tão bem esse amor intenso, fluido e profundo que você carrega. É bonito ver como você transforma sensibilidade em potência, emoção em movimento, fé em poesia. Seu “oceano” não afoga ele cura, embala e ensina a amar maior.
Beijinho
Um lindo final de semana
Fernanda