Participo da iniciativa do amigo Luferura.
Sou um bicho da caverna sideral, as estrelas são minhas lanternas na noite.
Como tudo é muito escuro, pego, com as mãos, uma constelação e caminho pelo ar, de planeta em planeta numa rapidez impressionante sem me causar.
Numa só noite, faço a ronda noturna pelo espaço.sideral, o percurso é bem pequeno para mim e meu povo. Vivemos a mil anos-luz.
Uma certa vez, estava eu rondando o espaço, minha profissão no meu povo, quando vi, ao longe, algo retrógrado, semelhante a um foguete, pousado no Lua, outra vez foi em Marte, com uns seres estranhos, envoltos numa cápsula como se fossem Buzz Lightyear. Acho que eram terráqueos, ouvi dizer.
Que seres esquisitos, horripilantes, nunca havia visto coisa igual em nenhum lugar do mundo! Cheguei a sentir medo, como eram feios, deformados, bem diferentes do meu povo. Que cabeça pequena eles tinham, chegavam a assustar só em olhar para tais criaturas esdrúxulas! Tão brancos eram, alguns, pretos. Não eram verdes como nós. Que coisa mais feia!
Eram enormes, flutuavam, parecia eu estar assistindo um filme de terror.
Cheguei a pensar que se tratava de uma invasão espacial ou de uma pandemia mundial rara.
Enfim, peguei minha constelação de volta para meu planeta, o dia já ia amanhecer.
Aqui, sim, é um lugar maravilhoso de viver, somos individuais, independentes e aqueles estranhos pareciam mais individualistas pelo modo como se relacionavam e pelo "olhar pequeno"... no pouco tempo que os observava de longe.
Viva o modo nosso de viver, o dos seres extraterrestres!
Tenho medo então de mim que sei pintar o horror, eu, bicho das cavernas ecoantes, e sufoco porque sou uma palavra e também o seu eco.
Clarice Lispector
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Hola Roselia,
ResponderExcluirUna buena visión del alien. Me da que, como muchos humanos, no entiende que en el universo puede caber de todo y que la vida "inteligente" tiene que ser parecida a la de su especie. Quizás por eso lo diferente le resulta raro en vez de extraño, le provoca incomodidad en vez de curiosidad y le dan más miedo que ánimo. Me ha gustado mucho.
Un saludo.
Olá Roselia,
Uma ótima interpretação do alienígena. Tenho a impressão de que, como muitos humanos, ele não entende que qualquer coisa pode existir no universo e que a vida "inteligente" precisa ser semelhante à sua própria espécie. Talvez seja por isso que o que é diferente lhe parece estranho em vez de bizarro, o deixa desconfortável em vez de curioso e inspira mais medo do que entusiasmo. Gostei muito.
Atenciosamente.
Ficou perfeita tua participação e realmente eles devem se assustar de ver humanos, tanto quanto nos assustamos deles. E isso que nem os conhecemos ao fundo!
ResponderExcluirbeijos, tudo de bom,chica
Si llegan, quizás nos vean como animales de zoológico, por lo irracionales, primarios y contradictorios. Seguro! Un abrazo
ResponderExcluirSe chegarem, talvez nos vejam como animais de zoológico, pela nossa irracionalidade, natureza primitiva e contradições. Com certeza! Um abraço.
ExcluirHola Roselia, muy buena historia, seguramente que los extraterrestres son mucho mejores que los seres humanos, me gustó mucho tu historia y como la contaste.
ResponderExcluirUn abrazo grande.
PATRICIA F.
Olá, Roselia! Uma história muito boa; com certeza os extraterrestres são muito melhores do que os seres humanos. Gostei muito da sua história e da maneira como você a contou.
ExcluirUm grande abraço.
PATRICIA F.
Siempre me ha hipnotizado marte o marzo como dicen en otros paises. Dios de guerra y cascarrabias.... alucino con solo verlo en tus escritos.
ResponderExcluirMarte — ou "Março", como dizem em outros países — sempre me hipnotizou. Deus da guerra e rabugento... fico fascinado só de vê-lo nos seus escritos.
ExcluirUn eco con mucho sentido querida amiga Roselia. Me gustó como planteaste el tema y su resultado. Una participación original. Besitos
ResponderExcluirUm eco muito significativo, querida amiga Roselia. Gostei de como você abordou o tema e do resultado. Uma participação original. Beijos.
ExcluirEntre pandemia e invasión ya esperamos cualquier cosa. Teman invasores a los humanos, que somos capaces de destruir todo, pero también de amar. Saludos
ResponderExcluirEntre pandemia e invasão, já esperamos qualquer coisa. Que os invasores temam os humanos: somos capazes de destruir tudo, mas também de amar. Abraços.
ExcluirSe existem extraterrestres, e certamente existem, seremos sempre estranhos para alguém. Alguém com seus próprios pontos de vista, em relação à estética, com seus próprios valores. Muito bem dito.
ResponderExcluirSe existem extraterrestres, e certamente existem, seremos sempre estranhos para alguém. Alguém com seus próprios pontos de vista, em relação à estética, com seus próprios valores. Muito bem dito.
ExcluirQuizás no sean tan diferentes a nosotros, lo que ocurre es que cuando ponemos la imaginación a funcionar somos más literarios que efectivos.
ResponderExcluir¡Joer!! ya me salió la vena de ciencias.
Salud.
Talvez eles não sejam tão diferentes de nós; o que acontece é que, quando colocamos a imaginação para funcionar, somos mais literários do que práticos.
ExcluirCaramba! Acabou vindo à tona o meu lado das ciências.
Um abraço.
Me ha encantado cómo inviertes la perspectiva: para esta criatura de las cuevas siderales, nuestros astronautas son los verdaderos monstruos deformes de una película de terror.
ResponderExcluirLo más brillante es esa existencia donde la escala parece voluntaria: un ser capaz de tomar una galaxia con las manos y flotar entre mundos a velocidad vertiginosa sin romper nada, frente a la rigidez y torpeza de nuestra masa humana. Un relato con una belleza cósmica enorme y un remate final con la voz de Clarice Lispector que lo vuelve inolvidable. ¡Excelente!
Adorei a forma como você inverte a perspectiva: para essa criatura das cavernas siderais, nossos astronautas são os verdadeiros monstros deformados de um filme de terror.
ExcluirO mais brilhante é essa existência em que a escala parece voluntária: um ser capaz de segurar uma galáxia com as mãos e flutuar entre mundos a uma velocidade vertiginosa sem quebrar nada, em contraste com a rigidez e a falta de jeito da nossa massa humana. Um relato de imensa beleza cósmica e um desfecho com a voz de Clarice Lispector que o torna inesquecível. Excelente!
Roselia que buena historia has compartido, estoy seguro que mas de temer porque nos consideran extraños nos deben temer por lo violento que somos como especie.
ResponderExcluirQue tengas un buen fin de semana
Abrazo
Roselia, que bela história você compartilhou! Tenho certeza de que, mais do que nos temer por sermos considerados estranhos, deveriam nos temer pela violência da nossa espécie.
ExcluirTenha um bom fim de semana.
Um abraço.