segunda-feira, 28 de julho de 2025

Sulcos Silenciosos




Caminho eternamente por essas praias, entre a areia e a espuma. A maré alta apagará minhas pegadas, E o vento soprará a espuma. Porém o mar e a praia permanecerão eternamente.
(Khalil Gibran)




Em sulcos de silêncio.

sussurro à brisa marítima,

minhas marés de sossego.


Com sal e vento,

navego pelas cristas das vagas,

recebo beijos molhados.


A areia fria me alerta

do voo das gaivotas nas pedras,

maritacas gritam seus medos.


As rochas recebem as ondas,

no mar de ilusões várias,

acalmam meus tormentos.


Deixo minhas pegadas na areia,

nem sei se são as minhas

ou as Dele no gigante azul.


Salgo meus pés,

sem ambição, adocico meu ser,

meu coração se enfeitiça.


O mar me prende como rede,

na porção de água esverdeada,

nele, me sinto amada.

Participo da iniciativa da amiga Chica

Com as palavras 
idealizações- metade- realizará

O mar é um poço gigante de idealizações, metade delas se realizam, a outra metade, talvez um dia se realizará.
O importante é seguir marejando o cotidiano, não deixar o barco naufragar, a bonança virá.
Acautelar-se das maldades do mundo, abastecer-se da Bondade Divina.




Um comentário:

  1. Poesia muito linda,Roselia e tua participação igualmente. O mar a
    lém de nos encantar nos faz refletir.
    Entre essas, seguir marejando conforme vierem as ondas, sem desistir,mas com cuidado e respeito a ele!

    Obrigadão! beijos, tudo de bom,chica

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