O estigmatizado se sente dividido, poderá permanecer no anonimato sem despertar a atenção de ninguém.
A pressão mata a essência do estigmatizado, ele não se deixa revelar mais, seu eu real ficará ofuscado.
Damos pouca atenção ao conjunto total das pessoas.
Ignoramos o passado e julgamos pelo presente.
O estigmatizado faz um esforço tremendo para se tornar "normal ".
Não nos deixemos manipular por quem se arvora em juiz alheio.
Devemos sempre justificar a proposição do próximo.
Que nossa percepção seja moldada pela caridade fraterna!
Sejamos álibis e não coronéis ou investigadores policiais dos nossos semelhantes.
A fama ou a má reputação depende mais de nós do que da outra parte.
Podemos facilmente errar estigmatizando.
Não sejamos inescrupulosos.
Um incidente embaraçoso pode acarretar um trauma de grande relevância ao outro.
Quantas vezes somos chanteadores baratos para crescermos aos olhos dos demais, para termos prestígio por pura malícia.
Estigmatizar é do demônio... do que divide ... desagrega ... Vemos pelo que nos aparenta ser uma pessoa e logo nos arvoramos em juízes rotuladores os que estigmatizamos ...
Como se sentirá um portador de um estigma? Extinto de prazer de viver...
Feliz quem age além das aparências e que não taxa por uma aparente realidade que só Deus sabe a veracidade dos fatos.
Eliminamos distâncias?
Abrimos caminhos?
Divergências, disparidades, discrepâncias são normais.
Apoiamos?
Justificar a proposição do próximo sempre.
Crer no desacreditado.
Ajudar piedosamente o marcado.
Cuidar.
Dar amor.
Não atirar em rosto marcas.
A pessoa que se isola pode tornar-se desconfiada... deprimida... hostil... ansiosa... confusa...
O estigmatizado sente-se inseguro em ralação à maneira como os "normais" o identificarão.
A pessoa se sente em exibição e se retrai por medo, numa relação mista.
Acha-se invadida em sua privacidade.
Tanto pode se retrair (timidamente) como se tornar agressiva.
O estigmatizado tem que se compreender.
Eles precisam de aceitação e não de condenação.
Eles necessitam de uma cápsula protetora ante a maldade da sociedade hipócrita.
Por si só já se censuram ...
Podemos correr o risco de não termos tato suficiente para que o estigmatizado por nós se sinta aceito e amado tal e qual é.
Logo que acorda, lá vem ela... faminta, preparar seu desjejum...
Todo dia faz tudo igual, eu sofro muito com a quentura de uma das minhas bocas.
Digo para ela para ir devagar, me acender no fogo baixo... ela, às vezes, põe assim, mas, em outras, põe no forte para fazer logo seu café e ver a fumaça fumegando que adora e lhe desperta.
Tem dias que me abandona por completo.
Eu lhe digo:
- Ei, não vai me acender?
Ela nem me responde, pega a cafeteira e me deixa esquecido. Entendo que sou apenas um velho fogão, ela prefere sua cafeteira mais nova que seu filho lhe deu.
Olha para mim e ainda tem a coragem de falar-me olhando de soslaio:
- Vou fazer um café quentinho na minha nova máquina que é muito mais rápido.
Fico tão triste que a xícara me olha e se compadece me dizendo:
- Não fique triste, fogão, eu também sou trocada todo dia, ela escolhe a que lhe dá vontade, me deixa de escanteio... uma vez ou outra me pega para saborear seu café.
O pires, por sua vez, fica indignado, contesta imediatamente:
- Eu não sou usado sempre, quando tem pressa, ela pega só a xícara na mão me deixando no vácuo. Sou usado quando bem entende.
O cesto do pão, todo vaidoso por ser bonito, mas triste por não ser quase usado, vai logo se posicionando:
- Vocês reclamam de barriga cheia, eu só sou usado uma vez por semana, ela prefere tapioca com queijo... uma barbaridade como me rejeita.
Bem, vamos nos juntar e fazer uma rebelião aqui na cozinha? Quando ela acordar amanhã, vamos cair no chão e nos quebrar ou não funcionar, assim ela vai ver só como é bom sermos usados ao bel prazer.
Um lindo sombreiro resolveu contar o que vivia na alta Estação dos turistas desfilando na cidade turística.
Ele ficava se queimando num sol escaldante enquanto eles se deliciavam com coco gelado e outros gelados deliciosos.
Ninguém lhe dava importância a não ser se protegerem do sol, não queriam saber se aguentavam as roupas que lhe penduravam e pesavam em suas hastes. De acordo com a direção do sol, davam-lhe empurrões para lá e para cá. Ufa!
Em pleno meio-dia, estavam debaixo dele estirados e ele a sofrerem os efeitos do ultravioleta que, atualmente, estava causticante.
Logo ´pela manhãzinha, os donos comerciantes os punham lá todos abertos à exposição convidando os transeuntes a se abrigarem do astro-rei.
Mal sabiam todos que eles queriam mais era sombra e água fresca também debaixo das soleiras.
Enquanto todos se esbaldavam na praia, eles conversavam entre si, dizendo:
-Ah! Tomara chegue logo o inverno, só assim teremos paz e desansaremos um pouco, se sobrevivermos a mais um verão assolador. Estamos já tão desbotados...
Vida difícil a dos sombreiros de sol, trabalham incansavelmente de sol a sol e, nos países tropicais, a luta dos guerreiros ainda é pior, o verão se estende quase o ano inteiro.