Uma flor que dá aqui na areia da praia, sempre a vejo e fotografo, cada dia mais bonita e viçosa em tom amarelo, combinando com o verde, bem brasileirinha como outras flores do nosso Brasil.
Ela não dá só no sertão, é uma dádiva da restinga.
O que dá aqui em meu Estado é o mandacaru da praia. Uma espécie de cacto, se adpata ao solo arenoso e ao vento do litoral.
Sou um bicho da caverna sideral, as estrelas são minhas lanternas na noite.
Como tudo é muito escuro, pego, com as mãos, uma constelação e caminho pelo ar, de planeta em planeta numa rapidez impressionante sem me causar.
Numa só noite, faço a ronda noturna pelo espaço.sideral, o percurso é bem pequeno para mim e meu povo. Vivemos a mil anos-luz.
Uma certa vez, estava eu rondando o espaço, minha profissão no meu povo, quando vi, ao longe, algo retrógrado, semelhante a um foguete, pousado no Lua, outra vez foi em Marte, com uns seres estranhos, envoltos numa cápsula como se fossem Buzz Lightyear. Acho que eram terráqueos, ouvi dizer.
Que seres esquisitos, horripilantes, nunca havia visto coisa igual em nenhum lugar do mundo! Cheguei a sentir medo, como eram feios, deformados, bem diferentes do meu povo. Que cabeça pequena eles tinham, chegavam a assustar só em olhar para tais criaturas esdrúxulas! Tão brancos eram, alguns, pretos. Não eram verdes como nós. Que coisa mais feia!
Eram enormes, flutuavam, parecia eu estar assistindo um filme de terror.
Cheguei a pensar que se tratava de uma invasão espacial ou de uma pandemia mundial rara.
Enfim, peguei minha constelação de volta para meu planeta, o dia já ia amanhecer.
Aqui, sim, é um lugar maravilhoso de viver, somos individuais, independentes e aqueles estranhos pareciam mais individualistas pelo modo como se relacionavam e pelo "olhar pequeno"... no pouco tempo que os observava de longe.
Viva o modo nosso de viver, o dos seres extraterrestres!
Tenho medo então de mim que sei pintar o horror, eu, bicho das cavernas ecoantes, e sufoco porque sou uma palavra e também o seu eco.